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Humberto Araújo | CRÍTICAS |
Morgan Da Motta “Humberto de Araújo incorpora à sua escultura de madeira policromada a presença numerosa de elementos da natureza brasileira, em composições onde a figura humana agrega em torno dela, e nela, frutas pássaros da terra, bois. A representação de Francisco de Assis é freqüente em seu trabalho, por gosto pessoal e certamente pela crescente popularidade do Santo entre os meios urbanos que consomem arte e artesanato e o identificam com o tema sócio-econômico e cientifico da sobrevivência do planeta, cuja vulgarização se dá através da denominação geral de ecologia. É claramente visível o projeto pessoal de aperfeiçoamento técnico no fazer de Humberto. De inicio, os elementos de sua composição tinham feição mais “primitiva”, também harmoniosa, e mantinham entre si ritmos espaçados de cheios e vazios. Hoje, ele trata com esmerado e agradável realismo repertório do reino animal e vegetal, dentro da mesma perspectiva de alusão religiosa. Suas composições são agora compactas, formando um bloco indiviso, resolvido dentro da forma básica do triângulo, com o plano principal do trabalho habilmente situado na quina’. Lélia Coelho Frota “Quando põe os olhos e as mãos num pedaço de madeira, Humberto Araújo já sabe o que quer tirar dela. A arte brota primeiro na sua cabeça e vai tomando forma enquanto trabalha formões de marcineiro – lições aprendidas com o tio e mestre Maurino. Engenheiro civil que optou pelo oficio de fazer arte, ele tem mãos adestradas para sangrar a matéria, sempre inspirando em um tema social. Gente do povo, pessoas comuns carregando seus dramas...” Mirtes Helena |