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Nasceu em 27 de novembro de 1851,
na Paróquia de San Siro, em Gênova.
Foi marinheiro até os 23 anos.
Veio com o pai para o Rio de
Janeiro em 1874.
O pai fez sua inscrição na
Academia Imperial de Belas Artes mentindo a respeito de sua idade, já que a
idade máxima de admissão era 17 anos.
A origem pobre não impediu o
desenvolvimento de seu talento.
Tornou-se professor do Liceu de
Artes e Ofícios em 1882.
Na Academia recebeu várias
premiações, entre elas o prêmio máximo na Exposição Geral da Academia, em
1884.
Realizou em 1885 uma exposição
individual na Casa Vietas, RJ.
O pai morreu em 1886 e o pintor
ficou sem família no Brasil.
Partiu para a França em 1890 para
estudar. Retornou ao Brasil em 1893.
Sua última exposição em vida
ocorreu em 1897, na Papelaria Gomes, no Rio de Janeiro. São alguns de seus
quadros: Aqueduto de um engenho no Rio de Janeiro (1884), Porto do
Rio de Janeiro (1884), Embarcações atracadas a um cais na Baía do Rio
de Janeiro (1885), Paisagem do Rio de Janeiro (1887) e Barcos
a vela ancorados em Toulon (1893).
É considerado o maior marinhista
brasileiro de todos os tempos.
Morreu em 29 de dezembro de 1900,
na Casa de Saúde do Dr. Lourenço Ferreira da Silva Real, na rua São
Clemente146, em Botafogo, Rio de Janeiro.
Sua arte pode ser relacionada à
produção de um outro artista-marinheiro, só que desse século: PANCETTI. Os
dois revelaram seu amor aos temas do mar e associados.
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O mais famoso marinhista do
Brasil tem origem pobre. O mais famoso marinhista do Brasil veio da
Itália com o pai para tentar uma vida melhor. O mais famoso marinhista
do Brasil possuía algo que o diferenciava e permitia que sua arte se
sobrepusesse a todos os obstáculos - talento, garra e sensibilidade. O
mais famoso marinhista do Brasil tem um nome que só é antecedido por sua
fama: Castagneto.
Seu contato com o mar veio de
outras eras. Antes de se dedicar exclusivamente àquilo que era sua
dádiva, a pintura, ele foi marinheiro. Daí o conhecimento de causa dos
temas se sua obra. As embarcações e o oceano pertenciam a ele da mesma
forma que ele pertencia à arte.
A formação profissional se deu
na Academia Imperial das Belas Artes, no Rio de Janeiro. Embora a
produção artística no século XIX não fosse uma opção economicamente
confortável, o artista, através do trabalho duro, acabou conseguindo um
certo status. Status esse que para uma pessoa bruta, sem traquejo
social, não significava nada. Castagneto preferiu ficar sempre à margem.
Mas relações e remunerações à
parte, o artista se consagrou por seu estilo único e pessoal. Sem estar
totalmente vinculado às regras formais da Academia, ele desenvolveu sua
pintura a óleo texturizada, equilibrada e cromática, rica em nuances,
detalhes e ritmos gráficos muito especiais. Uma curiosidade interessante
é o padrão de assinatura do pintor, que mudou durante toda sua carreira.
Por causa disso, ele é um dos artistas mais FALSIFICADOS até hoje.
Provavelmente o fascínio em
torno de Castagneto surge, além da inquestionável qualidade de seu
trabalho, da carga emocional que ele direcionou para o que fazia. Suas
marinhas deixaram de ser meros lugares existentes por aí para se
tornarem explosões de forma, luz e cor, inebriantes homenagens à
natureza e ao homem. |
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